autoridades do distrito de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, dizem ter identificado dois dos presumíveis líderes do grupo que tem vindo a espalhar a violência na região. Os suspeitos andam a monte
autoridades do distrito de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, dizem ter identificado dois dos presumíveis líderes do grupo que tem vindo a espalhar a violência na região. Os suspeitos andam a monte Dois homens responsáveis por uma mesquita, e que se encontram fugidos à justiça, foram identificados pelas autoridades do distrito de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, como os líderes do grupo que tem vindo a aterrorizar a população, desde outubro passado. Segundo fontes do governo provincial, citadas pela imprensa local, os extremistas estudaram doutrinas religiosas na Tanzânia, Sudão e arábia Saudita, fora do controlo das instituições formais, e receberam treinos militares, onde aprenderam a manusear armas de fogo. Uma das últimas incursões do grupo ocorreu a semana passada, tendo culminado com o assassinato de duas pessoas e ferimentos em outras duas. Pelo menos 27 casas da aldeia de Mitumbate foram incendiadas e os moradores viram-se forçados a abandonar a localidade. Os dados recolhidos até agora pela polícia indicam que o grupo extremista atua por motivações religiosas visando exaltar doutrinas não comuns na religião muçulmana, e é integrado, maioritariamente, por moçambicanos naturais dos distritos de Macomia, Mocímboa da Praia e Palma. Há ainda algunas estrangeiros de nacionalidade tanzaniana e somali.