Um em cada 10 fármacos vendidos nos países de médio e baixos rendimentos é de má qualidade ou falsificado, segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde
Um em cada 10 fármacos vendidos nos países de médio e baixos rendimentos é de má qualidade ou falsificado, segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde Dez por cento dos medicamentos consumidos nos países em desenvolvimento não deviam sequer estar no mercado, por serem falsificados, ou de má qualidade. ao tomarem estes fármacos, as pessoas não só não resolvem os seus problemas de saúde, como podem agravar as doenças e até morrer, gerando ainda mais gastos para os sistemas de saúde. Segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), baseado em testemunhos recolhidos em 88 países em desenvolvimento, os medicamentos impróprios vão desde fármacos usados para combater o cancro a anticoncetivos, de marca, ou genéricos. Os efeitos em quem os consome podem ser devastadores. Os fármacos de baixa qualidade ou falsificados não só têm um efeito trágico nos pacientes e nas suas famílias, mas também são uma ameaça para a resistência aos antibióticos, o que aumenta a quantidade de medicamentos que perdem o seu poder para tratar as doenças, alerta a diretora-geral adjunta da OMS para o acesso a medicamentos e vacinas, Mariângela Simão. Dos 1. 500 casos denunciados à OMS desde 2013, 43 por cento registaram-se na África subsariana, 21 por cento na américa e outros 21 por cento na Europa. Os medicamentos para a malária e os antibióticos foram os casos de falsificação relatados com maior frequência.