a falta de água destrói plantações agrícolas em todo o mundo que dariam para alimentar 81 milhões de pessoas todos os dias, durante um ano, revela um estudo do Banco Mundial
a falta de água destrói plantações agrícolas em todo o mundo que dariam para alimentar 81 milhões de pessoas todos os dias, durante um ano, revela um estudo do Banco Mundial as secas recorrentes em todo o mundo têm consequências graves, e algumas vezes ocultas, pois destroem quantidades de produtos agrícolas que poderiam alimentar 81 milhões de pessoas durante um ano, danificam bosques e ameaçam deixar mergulhadas na pobreza gerações de crianças, revela um relatório recente do Banco Mundial. Segundo o estudo, há novas evidências do impacto que produzem as chuvas cada vez mais irregulares nas explorações agrícolas, nas empresas e nas famílias. E está também demonstrado que, se é verdade que as inundações e as tempestades constituem ameaças graves, as secas traduzem-se num sofrimento em câmara lenta, cujos impactos são mais profundos e duradouros do que se pensava. Estes efeitos demonstram porque é cada vez mais importante que tratemos a água como um recurso valioso, esgotável e degradável. Temos que compreender melhor o impacto da escassez de água, problema que se agravará ainda mais devido ao crescimento demográfico e às mudanças climáticas, sublinha Guangzhe Chen, diretor do Departamento de Práticas Mundiais de Água do Banco Mundial. De acordo com as conclusões dos investigadores, os efeitos das secas podem ter repercussões inesperadas e prolongar-se por várias gerações. Nas zonas rurais de África, por exemplo, as mulheres nascidas em períodos de seca grave ficam com marcas para toda a vida, pois apresentam atraso no crescimento físico e desenvolvimento mental, desnutrição e doenças, por causa da perda das colheitas. Em relação às empresas, estima-se que os custos económicos das secas quadrupliquem os das inundações. Um só corte no abastecimento de água a uma empresa urbana pode reduzir os rendimentos em mais de oito por cento. E no caso das empresas informais, como são muitas nos países em desenvolvimento, as vendas diminuem cerca de 35 por cento, provocando a ruína dos meios de subsistência das pessoas e o estrangulamento do crescimento económico.