Os agricultores da zona ocidental do Quénia desafiam uma ordem para vender o milho produzido ao governo para aliviar a fome que se sente noutras zonas.
Os agricultores da zona ocidental do Quénia desafiam uma ordem para vender o milho produzido ao governo para aliviar a fome que se sente noutras zonas. a maior para da zona oriental do continente africano está a sofrer uma seca muito severa. Mas a zona ocidental do Quénia teve uma boa colheita, levando o governo a ordenar que os agricultores lhe vendam os seus produtos em troca de notas de crédito.
O jornalista Muliro Telewa, de Kisumu, revelou que homens de negócio tanzanianos têm estado a comprar milho em grandes quantidades, exportando-o para o Malaui e para a Zâmbia, que também têm falta de alimentos devido à seca. Vendem o milho às agências humanitárias internacionais, pagando aos agricultores em dinheiro. Por seu lado, o governo queniano paga em notas de crédito.
O ministro das finanças queniano, David Mwiraria, advertiu que em breve o governo pode ser forçado reduzir o financiamento dos seus ministérios para poder dar resposta à seca. Já no início deste mês o governo anunciou que vai reservar 12 milhões de euros para comprar milho.
Mwiraria disse também que a falta de água nos lagos e rios do país causou uma redução na produção de energia hidroeléctrica, aumentando o custo da energia. Se não houver ajuda do exterior, o governo vai ser obrigado a fazer mudanças no orçamento.
a ministra da saúde, Charity Ngilu, já disse que o seu ministério não pode ter cortes no orçamento. “Pelo contrário, estou a pedir ao ministro Mwiraria que aumente o orçamento do ministério da saúde pois acredito que mais pessoas vão precisar frequentemente dos centros de saúde e dos hospitais devido às doenças relacionadas com a seca e a fome”, disse a ministra ao jornal Kenya”s Daily Nation.
O Quénia já pediu 130 milhões de euros para salvar as vidas das pessoas que enfrentam o flagelo da fome. a prioridade é alimentar os 2. 5 milhões de pessoas em risco, quase 10 porcento da população.

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