Conflito entre as forças governamentais e uma Milícia comunitária local está a provocar um grande fluxo de deslocados. Cerca de seis milhões de pessoas têm necessidade de ajuda urgente
Conflito entre as forças governamentais e uma Milícia comunitária local está a provocar um grande fluxo de deslocados. Cerca de seis milhões de pessoas têm necessidade de ajuda urgente a falta de atenção à República Democrática do Congo (RDC) está a piorar a situação de cerca de seis milhões de pessoas, que enfrentam um problema de insegurança alimentar, agravado pela demora na chegada de ajuda humanitária, alertam os especialistas das Nações Unidas, depois de uma visita às províncias do Kivu Norte, Kivu Sul, Tanganhica e Kassai. Em declarações à ONU News, Luca Russo, da Organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação (FaO), revelou que para Kassai, por exemplo, obteve menos de cinco por cento do valor necessário. E o Programa alimentar Mundial (PaM) não recebeu qualquer valor para oferecer ajuda perante a enorme necessidade de assistência. O país tem 2,7 milhões de deslocados, mais do dobro do que em 2016. a maioria dos residentes em acampamentos são mulheres e quase todas têm histórias em comum: vilas atacadas, maridos mortos ou que tiveram que fugir. Os efeitos do conflito e a crise económica daí decorrente tem vindo a afetar o poder de compra das populações, com a agravante que muitos congoleses não puderam ter colheitas durante as últimas três épocas, pelo que dependem das ajudas das agências internacionais.