Organização não governamental pede à União Europeia que defina políticas concretas para garantir a proteção das mulheres migrantes, frequentemente afetadas pela violência de género
Organização não governamental pede à União Europeia que defina políticas concretas para garantir a proteção das mulheres migrantes, frequentemente afetadas pela violência de género a aliança pela Solidariedade, uma organização não governamental dedicada a lutar pelos direitos das mulheres, desafiou esta semana a União Europeia a tomar medidas que assegurem o direito das mulheres a migrar e as protejam da violência de género. Segundo uma especialista da organização, que participou num encontro promovido pela Comissão Europeia, as mulheres migrantes carregam consigo umas mochilas de violência, geradas no país de origem, mantidas durante a viagem de trânsito e perpetuadas nos países de destino. Estas mochilas, precisou Jara Henar, têm um forte impacto sobre a saúde e bem estar destas mulheres, mantendo-as no anonimato, discriminando-as e impedindo-as de aceder a direitos humanos básicos, como o direito à saúde, habitação e emprego. a responsável alerta ainda que a continuidade de diferentes tipos de violência sobre as mulheres migrantes no Magrebe, Médio Oriente e Europa, demonstra que os Estados estão a dar prioridade ao controlo migratório e não à proteção dos direitos humanos ao longo das rotas migratórias. Está na hora de irmos verdadeiramente mais além das boas intenções e da União Europeia mostrar, com ações políticas, económicas e sociais, o seu compromisso em não deixar as mulheres para trás, sublinhou Henar, recordando que uma em cada três mulheres europeias sofre violência física ou sexual desde os 15 anos, uma percentagem que é mais elevada entre as mulheres migrantes.