O ano de 2006 não inicia próspero em muitas zonas do Quénia onde a fome mata mesmo. São cenas tristes que o homem poderia evitar mas que se repetem ano após ano.
O ano de 2006 não inicia próspero em muitas zonas do Quénia onde a fome mata mesmo. São cenas tristes que o homem poderia evitar mas que se repetem ano após ano. Depois da notícia que enviei pelo Natal acerca da fome que alastra pelo Quénia tem-me sido perguntado se o problema persiste ou teve solução. Para nossa desgraça o problema persiste e intensifica-se. Diariamente os jornais e a televisão mostram as horrí­veis imagens não só de animais mortos mas de crianças reduzidas a esqueletos. Um desespero. é fome que mata num país que não é de abundância mas também não é de penúria extrema.
Quanto ao governo, esse afirma em voz alta que no Quénia ninguém precisa de morrer de fome, mas o facto é que se morre. as previsões, diz ainda o governo, eram de que a fome chegaria em Março, mas morre-se agora. alguns camiões com ajuda de emergência enviados para a zona do Nordeste foram assaltados por bandidos e assim até a pouca ajuda acaba por não chegar a quem está às portas da morte.
as chuvas há dois anos que falham quase por completo. Na última estação das chuvas (Outubro-Dezembro) não caiu quase uma gota. a próxima é lá para abril mas já vai ser tarde demais.
a nossa paróquia-Santuário da Consolata de Nairobi inicia já neste Domingo, Festa da Epifania, uma recolha de fundos para ajudar os famintos de Garissa, a maior diocese do Quénia com 143. 000 quilómetros quadrados e apenas 5. 500 católicos entre os seus 800. 000 habitantes. Esperamos enviar para lá dentro em pouco um camião de ajudas. é uma gota de água no oceano das necessidades, mas é a nossa gota. Outras virão de outras fontes.

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