Especialistas e representantes governamentais discutem ações para combater a degradação marinha. São esperados vários compromissos para proteção dos oceanos
Especialistas e representantes governamentais discutem ações para combater a degradação marinha. São esperados vários compromissos para proteção dos oceanos a procura de soluções e parcerias que permitam a conservação efetiva dos oceanos e a gestão dos recursos marinhos são dois dos principais objetivos da primeira conferência dos oceanos que decorre a partir desta segunda-feira, 5 de junho, Dia Mundial do ambiente, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, Estados Unidos da américa. O grande objetivo é impulsionar os vários Estados para que se cumpram as metas da agenda de desenvolvimento no que diz respeito aos oceanos. E a conferência vai dividir-se em três aspetos: uma declaração política, um documento que se chama “Call for action”. É um apelo da comunidade internacional para que efetivamente se passe da teoria para a prática, explicou à ONU News o embaixador português nas Nações Unidas, Álvaro Mendonça e Moura. Na fase preparatória do encontro foram assumidos 290 compromissos voluntários, mas muito outros são esperados no decorrer da conferência. São iniciativas de países, empresas ou pessoas, individualmente ou em parceria, incluindo governos, o sistema das Nações Unidas, a sociedade civil e o setor privado. Para Mendonça e Moura, os oceanos são fundamentais para a sobrevivência da humanidade, mas continua a existir uma grande falta de conhecimento sobre o tema. Há hoje maior conhecimento sobre a lua do que sobre os oceanos, o que é uma coisa extraordinária, já que os oceanos representam três quartos do planeta e fornecem 50 por cento do oxigénio respirado pelos seres humanos. O encontro decorre até sexta-feira, 9 de junho.