Em 2005 foram assassinados 26 bispos, padres, religiosos ou leigos missionários católicos, em todo o mundo.
Em 2005 foram assassinados 26 bispos, padres, religiosos ou leigos missionários católicos, em todo o mundo. Os dados foram revelados pela agência do Vaticano para as Missões, Fides, e mostram um aumento de quase o dobro, em relação a 2004.
Umas das piores situações é a da Colômbia, onde morreram quatro padres e uma religiosa, “que pagaram um pesado tributo pelo seu compromisso em favor da reconciliação e da justiça social, em nome do Evangelho”. Na República Democrática do Congo perderam a vida seis padres e um leigo.
México, Brasil, Jamaica, Congo Brazzaville, Nigéria, Índia, Indonésia, Bélgica e Rússia constam entre os países referenciados pela Fides. O caso mais mediático aconteceu no Quénia, a 14 de Julho, com o assassinato do bispo italiano Luigi Locati. alguns destes assassinatos foram fruto de um contexto social marcado “pela violência, a miséria humana e a pobreza”.
Em entrevista à Rádio Vaticano, o cardeal Crescenzio Sepe, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, homenageia a coragem e a serenidade destes missionários, que partem para outros países “conscientes dos possí­veis sacrifí­cios que lhes serão exigidos, indo até à morte”.

“Quem dá a sua vida, semeia sempre alguma coisa, as pessoas não ficam indiferentes perante estes testemunhos”, indica. O cardeal lembra que, em 2005, houve casos em que a morte dos missionários gerou uma onda de comoção de “grandes multidões, envolvendo crentes e não crentes, cristãos e não cristãos”.
Octávio Carmo, agência Ecclesia

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