Segundo as Nações Unidas, cerca de 700 mil crianças foram forçadas a abandonar os estudos, devido à guerra civil, e muitas ficaram órfãs.
Segundo as Nações Unidas, cerca de 700 mil crianças foram forçadas a abandonar os estudos, devido à guerra civil, e muitas ficaram órfãs. “Milhares de crianças enfrentam pobreza, abandono, falta de educação, desnutrição, negligência e vulnerabilidade”, afirmou o representante da UNICEF, agência das Nações Unidas para as crianças, na Costa do Marfim, Youssouf Oomar, ao tornar público o relatório anual sobre a situação das crianças.
a Costa do Marfim está entre os 15 países do mundo com um maior í­ndice de mortalidade infantil e é um dos poucos países em que esta está a aumentar. Subiu para 194 mortes por cada mil crianças com menos de cinco anos em 2004, ao passo que, em 1999, ano do primeiro golpe de estado, era 157.
No seu relatório, a UNICEF coloca os conflitos entre as maiores ameaças da infância, ao lado da pobreza e da sida. Os conflitos armados expõem as crianças à exploração sexual ou como combatentes, destroem as infra-estruturas básicas e a educação primária. Quando os conflitos dificultam o acesso a serviços essenciais como a saúde e a protecção, as crianças são as mais vulneráveis. Para elas, na Costa do Marfim, “cada dia a vida é uma luta pela sobrevivência”, concluiu Youssouf Oomar.

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