Pastoral Penitenciária alerta para as condições de miséria e de falta de higiene nas prisões da capital haitiana. Muitas das vítimas, eram colocadas em valas comuns, sem que as famílias fossem informadas
Pastoral Penitenciária alerta para as condições de miséria e de falta de higiene nas prisões da capital haitiana. Muitas das vítimas, eram colocadas em valas comuns, sem que as famílias fossem informadas a comunidade religiosa de Porto Príncipe, no Haiti, reuniu-se esta semana, numa celebração emocionada, para prestar uma última homenagem a duas dezenas de reclusos, que faleceram na Penitenciária Nacional, vítimas de desnutrição e das condições de miséria e falta de higiene existentes no estabelecimento prisional. Segundo informações veiculadas pela agência Fides, a principal prisão da capital haitiana tinha em janeiro mais de 4. 200 detidos, sendo que apenas 548 estavam a cumprir pena. Os restantes aguardam o desenvolvimento dos seus processos, alguns deles há vários anos. Só nesta cadeia, o ano passado morreram pelo menos 60 presos, por causa de doenças e da insalubridade. as causas mais comuns, registadas pelas autoridades, foram a anemia grave, paragens cardíacas, insuficiência respiratória, tuberculose e gastroenterites. Fruto do trabalho desenvolvido pela pastoral penitenciária, agora as famílias das vítimas já conseguem realizar os funerais. Porque antes, os reclusos mortos eram colocados numa vala comum, muitas vezes sem que as famílias fossem informadas.