Governo congolês lança uma campanha para criar consciência contra o uso de crianças na guerra.
Governo congolês lança uma campanha para criar consciência contra o uso de crianças na guerra. Foram criado campos de reabilitação para crianças onde a sua única função é, ser crianças… Num pedregoso campo de futebol muitas crianças jogam descalças por falta de sapatos, no mesmo recinto decorrem jogos de voleibol, que terminaram quando uma pedra furou a bola. Edmund Sanders, jornalista do Los angeles Times, assim descreve a vida no campo.
O terreno duro não distrai uma dúzia de rapazes de simples prazer de jugar. Riem, caem e disputam a bola no meio de rochas e de pó. O seu único trabalho neste campo de rabilitação é ser crianças… Tentando esquecer o seu passado de armas, guerra, espancamentos e violações.
“Eu nunca escolhi essa vida”, disse Mandevu Mujambo, um ex-soldado de 16 anos que foi raptado há seis anos por um grupo rebelde. “Mataram o meu pai e os meus irmãos, a mim, obrigaram-me a combater”. aos 11 anos, disse Mandevu, ele já era uma máquina para matar. “Nem consigo dizer quantas pessoas matei. Tantas. Eu era um dos melhores atiradores”.
Os seus serviços na Milícia terminaram quando o próprio comandante disparou contra ele. Foi salvo pelos serviços hospitalares e enviado para este campo de transição, uma das dúzias de casas que procuram ajudar as crianças congolesas a voltar à sociedade.
Mandevu é um das mais de 35 mil crianças congolesas que foram obrigadas a tornar-se soldados nos últimos dez anos. milícias étnicas continuam a desafiar o governo de transição, que subiu ao poder em 2003 depois dum frágil acordo de paz.
a forte pressão internacional contra o uso de crianças na guerra levou à desmobilização de umas 11 mil crianças, ficando umas 24 mil ainda envolvidas na guerra. apesar de o governo ter aprovado legislação contra o uso de crianças na guerra, até o exército nacional continua a recrutar menores. “Quanto sabemos, nunca ninguém foi punido por usar crianças como soldados”, disse Bernard Kitambala, do programa local das Nações Unidas para a protecção das crianças.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *