Várias cerimónias estão a decorrer para marcar o primeiro aniversário do tsunami que atingiu alguns países banhados pelo oceano índico.
Várias cerimónias estão a decorrer para marcar o primeiro aniversário do tsunami que atingiu alguns países banhados pelo oceano índico.
Há um ano, 217 mil pessoas perderam a vida, naquela que foi considerada a maior tragédia da natureza. Um tremor de terra no fundo do oceano provocou ondas gigantes que atingiram a costa de vários países do índico: Sri Lanka, Tailândia, Somália e outros. Na província indonésia de aceh, a mais próxima do epicentro do tremor de terra, mais de 130 mil pessoas perderam a vida.
Hoje, 26 de Dezembro, foi guardado um minuto de silêncio em Banda aceh, capital da província indonesiana, um ano depois, assinalando o momento em que as primeiras ondas atingiram a costa. ao mesmo tempo soou uma sirene, inaugurando o novo sistema de alerta de tsunamis na Indonésia.
Está em curso um massivo esforço de reconstrução na província de aceh, mas serão necessários anos para que se conclua o processo. Dezenas de milhar de sobreviventes ainda vivem em tendas e estima-se que se tenham que reconstruir mais 80 mil casas.
O presidente indonésio Susilo Bambang Yudhoyono homenageou os que, ao longo deste ano, tentaram reconstruir as suas vidas. “Vós lembrais-nos que vale a pena lutar pela vida”, disse.
apesar das cerimónias formais, este é um dia de luto pelos mortos e pelos 37 mil que continuam desaparecidos.
“Penso que necessitamos de regressar”, disse à agência Reuters Pigge Werkelin um sueco que sobreviveu ao tsunami. “Temos que ir à praia, ver crianças na praia, ver tudo… Tenho que fazê-lo uma e outra vez até ultrapassar esta experiência”.
Segundo as Nações Unidas, o esforço humanitário pelas vítimas do tsunami foi exemplar. Foram reunidos cerca de 10 mil milhões de euros, num teste à capacidade de resposta da comunidade internacional às tragédias.

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