a esperança de uma enchente de peregrinos levantou um pouco a moral em Belém, agora que a cidade se prepara para celebrar o seu primeiro Natal separada de Jerusalém por um muro.
a esperança de uma enchente de peregrinos levantou um pouco a moral em Belém, agora que a cidade se prepara para celebrar o seu primeiro Natal separada de Jerusalém por um muro. as celebrações passaram para um segundo plano desde que começou a revolta palestiniana em 2000, mas os 10 meses de cessar-fogo encorajaram um grande interesse no número de turistas e peregrinos que vêm a Belém. “as coisas estão um pouco melhores que em outros anos. Todos os hotéis estão reservados com peregrinos que vêm celebrar o Natal”, disse Mariam azizeh, directora do departamento de turismo da cidade. as autoridades israelitas estimam que o número de visitantes a Belém dupliquem este ano, atingindo os 200 mil visitantes.
Porém, os peregrinos que venham de Jerusalém, provavelmente o caminho feito por Maria e José, não deixarão de notar a grande mudança: Belém está cercada por um muro de betão com oito metros de altura. “Representa um problema psicológico para aqueles que desejem entrar na cidade. é como Berlim antes da queda do muro”, disse à agência Reuters Brendan Geary, um norte-americano que caminhou de Jerusalém para Belém.
Israel construiu este muro alegando que é uma barreira de protecção contra ataques suicidas. Por seu lado, os palestinianos alegam que o muro marca território, negando-lhes a criação de um estado palestiniano viável. O Tribunal Penal Internacional considerou esta barreira ilegal pois está parcialmente construí­da em território ocupado.
O exército israelita está a facilitar a entrada em Belém, permitindo as visitas de cristãos estrangeiros e dos poucos cristãos palestinianos que vivem entre a maioria muçulmana.

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