Os rebeldes comunistas filipinos não vão observar a tradicional trégua da época natalí­cia, aumentado o número de ataques nas zonas rurais.
Os rebeldes comunistas filipinos não vão observar a tradicional trégua da época natalí­cia, aumentado o número de ataques nas zonas rurais. “Não vemos qualquer razão para declarar um cessar-fogo”, disse o porta-voz dos rebeldes, Gregório Rosal, num contacto telefónico com a imprensa. “Esta é a resposta aos ataques sem trégua das forças governamentais contra civis desarmados e consequentes abusos das negociações de paz”.
Rosal disse que uns 110 activistas de esquerda, incluindo jornalistas e advogados dos direitos humanos, foram mortos desde Março deste ano. Quatro membros de uma organização não governamental, da área de Luzon, foram acrescentados a esta lista na semana passada.
Sugeriram um cessar-fogo de apenas um dia a 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, mas a presidente Gloria Macapagal arroyo ainda tem que anunciar se o seu governo vai declarar uma trégua unilateral.
Desde 1986 que o governo declara um cessar-fogo com os rebeldes comunistas e muçulmanos, enquanto o país católico marca a mais longa época festiva do mundo. a época natalí­cia nas Filipinas, celebrada com reuniões familiares e festas, começa com missas na madrugada de 16 de Dezembro e termina com a festa da Epifania, a 6 de Janeiro.
Mais de 40 mil pessoas perderam a vida desde que começou o movimento revolucionário, em1960, afastando os investidores e atrasando o desenvolvimento rural. as negociações de paz com os rebeldes comunistas, mediadas pela Noruega, estagnaram em agosto 2004, quando Manila recusou tentar persuadir os Estados Unidos a retirar o movimento rebelde da sua lista de terroristas.

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