Os congoleses vão às urnas para votar a nova constituição que deve pôr termo a décadas de ditadura, guerra e caos.
Os congoleses vão às urnas para votar a nova constituição que deve pôr termo a décadas de ditadura, guerra e caos. Em escolas e até em cabanas na selva, os eleitores fizeram fila desde a madrugada de Domingo para votar. acham que este voto é crucial, apesar de muitos nunca terem visto o texto.
a nova constituição prevê a descentralização do sistema político, com a criação de administrações provinciais responsáveis por decisões locais que vão controlar 40 por cento dos fundos públicos. Limita também o poder presidencial a dois mandatos de cinco anos e exige que o presidente nomeie um primeiro-ministro a partir da maioria parlamentar.
Os observadores das Nações Unidas disseram que houve uma grande afluência às urnas, mas as ameaças dos opositores levaram muita gente a não votar. “Houve ameaças feitas pelos que estão contra a constituição”, disse François Mukoka, porta-voz da Comissão Eleitoral Independente no este de Kasai. “Esta situação deixou as pessoas nervosas, mas durante a tarde a situação melhorou”. Também houve alguns confrontos com a polícia.
Foi o primeiro voto livre para muitos congoleses. “Já tinha votado uma vez. Não me lembro exactamente quando, mas nessa altura a única opção de voto era Mobutu. Este acontecimento é excitante, mas ainda não sei se confio no processo. Vamos a ver”, disse uma mulher de Kinshasa. as urnas voltaram a abrir hoje, segunda-feira.

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