Depois duma experiência inédita nas urnas, o presidente Kibaki tenta salvar o salvável e nomeia novos ministros para um frágil governo.
Depois duma experiência inédita nas urnas, o presidente Kibaki tenta salvar o salvável e nomeia novos ministros para um frágil governo. O Quénia viveu nas passadas semanas um período de grande tensão Política. a coligação governamental arco íris (NaRC) desintegrou-se na luta pelo referendo e o presidente Kibaki tenta agora, por todos os meios, engenhar uma nova maioria que governe o país durante os próximos dois anos do seu mandato presidencial. Não será tarefa fácil.
Hoje pela 42º vez o país celebra o aniversário da independência (12 de Dezembro de 1963) e celebra-o em paz. Cabe ao Quénia a honra de ser um dos poucos países africanos onde não houve guerra civil desde a independência, embora as lutas tribais tenham sido frequentes e sangrentas.
Depois de um referendo em que a proposta de constituição apresentada e apadrinhada pelo governo foi rejeitada nas urnas, um dia de festa como hoje foi uma verdadeira bênção. acontece que quem perdeu nas urnas tem no entanto toda a legitimidade para governar e quem venceu nas urnas não a tem. Um referendo não é uma eleição legislativa. a festa de hoje foi uma espécie de medicina depois de tantas dores.
Este povo está dando sinais de grande maturidade Política. Os próximos dias e meses dirão se depois de tão renhida luta é ainda possível manter o equilí­brio político e social sem recorrer a eleições antecipadas.

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