Expressando preocupação com o que classificaram de proibição «injustificada» de protestos em Kinshasa, capital congolesa, grupo de especialistas da ONU pediu às autoridades que protejam os direitos fundamentais do povo e revoguem a proibição
Expressando preocupação com o que classificaram de proibição «injustificada» de protestos em Kinshasa, capital congolesa, grupo de especialistas da ONU pediu às autoridades que protejam os direitos fundamentais do povo e revoguem a proibição Os direitos à liberdade de expressão, à liberdade de reunião pacífica e de associação são direitos fundamentais garantidos pelo direito internacional. Esses direitos só podem ser restringidos em circunstâncias muito específicas e estritamente definidas, avisaram especialistas em direitos humanos, referindo-se à proibição de protestos na capital da República Democrática do Congo. Num comunicado divulgado pelo gabinete do alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (aCNUDH) afirma-se que a proibição foi imposta em setembro num momento em que o descontentamento social por causa das demoradas eleições presidenciais levou a uma série de grandes manifestações. Esses protestos foram brutalmente reprimidos pelas forças de segurança e, segundo notícias divulgadas, deixaram atrás de si um rasto de sangue, com dezenas de pessoas mortas e feridas. Esta proibição é a quarta do género no país desde 2015. Duas dessas proibições permanecem em vigor, afetando Kalemie, na província de Tanganica, e Lubumbashi, na província de Haut Katang.