Milhares de homens, mulheres e crianças, podem estar a ser utilizados como escudos humanos nos confrontos na cidade de Mossul, controlada pelos extremistas do Estado Islâmico
Milhares de homens, mulheres e crianças, podem estar a ser utilizados como escudos humanos nos confrontos na cidade de Mossul, controlada pelos extremistas do Estado IslâmicoO subsecretário-geral das Nações Unidas para os assuntos Humanitários, Stephen O”Brien, manifestou-se preocupado com a segurança das cerca de 1,5 milhões de pessoas, que estão sob fogo cruzado devido às operações militares iniciadas esta segunda-feira, 17 de outubro, para reconquistar a cidade de Mossul ao movimento Estado Islâmico. Dezenas de milhares de meninas, meninos, homens e mulheres iraquianos podem estar sob cerco ou utilizados como escudos humanos, alertou o responsável, depois de circularem informações que ocorreram disparos de artilharia e que vários carros de combate estão a caminho da área tomada pelos radicais islâmicos, em 2014. O”Brien teme que milhares de pessoas se vejam forçadas a deixar as suas casas ou possam ficar isoladas nos combates, pelo que apela às partes em conflito para que respeitem as suas obrigações sob o direito humanitário internacional em relação à proteção de civis e garantam o acesso à assistência a que os civis têm direito e merecem. O representante da ONU reconhece ainda que as equipas humanitárias no terreno enfrentam as condições mais inseguras e difíceis do mundo, mas pede o máximo de empenhamento e espírito de missão, para que consigam ajudar o maior número possível de pessoas nos próximos dias e semanas.