Depois dos resultados alcançados nos últimos anos, o ritmo de redução do número de pobres tem vindo a abrandar, assim como o acesso aos serviços básico por parte de grupos vulneráveis, como as crianças
Depois dos resultados alcançados nos últimos anos, o ritmo de redução do número de pobres tem vindo a abrandar, assim como o acesso aos serviços básico por parte de grupos vulneráveis, como as criançasO Banco Mundial divulgou um novo relatório sobre os índices de pobreza na américa Latina e Caribe, esta segunda-feira, 17 de outubro, onde revela que o combate à pobreza extrema na região tem vindo a abrandar o ritmo desde 2012, sobretudo no que se refere ao acesso aos serviços básicos por parte dos grupos mais vulneráveis, como as crianças. Entre 2000 e 2104, o número de pessoas que vivem com menos de 2,2 euros por dia reduziu de 25,5 por cento para 10,8 por cento, mas desde 2012 o ritmo dessa redução tem sido muito mais baixo, devido à desaceleração económica, mantendo a américa Latina como uma das regiões com maior desigualdade no mundo. Nos últimos anos a pobreza tem reduzido cerca de um ponto percentual por ano, e isso é apenas uma terça parte do que se vinha a reduzir durante os anos mais positivos do começo do século, sublinhou Óscar Calvo, responsável pela área da Pobreza e Igualdade do Banco Mundial. Segundo o relatório, a região avançou entre 2000 e 2014 nas matrículas escolares e ao tornar quase universais os serviços de eletricidade. No entanto, ainda se verifica um grande atraso no acesso aos serviços básico, como o saneamento ou a água potável, o que afeta sobretudo o desenvolvimento dos mais novos. Em Portugal, o número de pobres aumentou, entre 2009 e 2014, em 116 mil (para 2,02 milhões), com um quarto das crianças e 10,7 por cento dos trabalhadores a viverem abaixo do limiar da pobreza (6,3 por cento em privação material severa). atualmente, um em cada cinco portugueses vive com um rendimento mensal abaixo de 422 euros, de acordo com um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos.