Esmagadora maioria dos eleitores húngaros disse «não » à entrada de refugiados no país, mas a taxa de participação no referendo ficou abaixo dos 50 por cento exigidos, para que os resultados sejam válidos
Esmagadora maioria dos eleitores húngaros disse «não » à entrada de refugiados no país, mas a taxa de participação no referendo ficou abaixo dos 50 por cento exigidos, para que os resultados sejam válidos Dos oito milhões de eleitores inscritos nos cadernos eleitorais da Hungria, este domingo, 2 deoutubro, apenas 39,8 por cento se deslocaram às urnas de voto, fazendo com que o referendo contra o plano de cotas de migrantes da União Europeia, se torne inválido.como se esperava, o não recolheu 98,3 por cento, ou seja, cerca de 3,22 milhões de votos. Depois de conhecer o resultado da votação, o primeiro-ministro húngaro, ViktorOrban, disse que a União Europeia não poderá impor a sua vontade à Hungria, em matéria de imigração. O governante espera agora fazer compreender a Bruxelas que não pode ignorar a vontade de 99,2 por cento dos eleitores. O vice-presidente do partido no governo,GergelyGulyas, por sua vez, considerou a votação uma vitória para quem recusa o plano de recolocação, e acredita na democracia. Orbanopõe-se à vontade da União Europeia de que os Estados-membros aceitem cotas para acolhimento de refugiados. E os responsáveis europeus temem que a consulta popular possa ser mais um rude golpe na já complexa crise migratória. Se se realizam referendos sobre cada decisão dos ministros e do Parlamento Europeu, a autoridade da lei está em perigo, havia declarado o presidente da Comissão Europeia,Jean-ClaudeJuncker, uns meses antes do sufrágio.