amnistia Internacional lançou um apelo aos fabricantes de carros elétricos para que implementem medidas de controlo sobre a cadeia de fornecedores de componentes usados na produção dos veículos
amnistia Internacional lançou um apelo aos fabricantes de carros elétricos para que implementem medidas de controlo sobre a cadeia de fornecedores de componentes usados na produção dos veículos a suspeita de que alguns dos materiais usados no fabrico dos carros elétricos, nomeadamente nas baterias, estão a ser produzidos à custa de mão de obra infantil, levou a amnistia Internacional (aI) e emitir um comunicado esta semana, onde pede aos construtores automóveis que exerçam um controlo rigoroso na cadeia de fornecedores. Segundo a organização, mais de metade do cobalto que se produz a nível mundial, necessário para fabricar as baterias dos veículos elétricos, é proveniente da República Democrática do Congo, e, neste país, uma de cada cinco toneladas que se extraem implica o trabalho de crianças com menos de sete anos. Estes veículos apresentam-se como uma opção ética para os condutores e condutoras conscientes com o meio ambiente e com os problemas sociais, pelo que as empresas que os fabricam devem jogar limpo e demonstrar que exerceram as diligências necessárias na hora de obter os seus componentes, pode ler-se no comunicado. Para os responsáveis da aI, existe falta de transparência no setor, tendo em conta que nenhuma empresa conseguiu demonstrar que cumpre a diretriz da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que pede aos construtores que utilizam cobalto em zonas de alto risco que identifiquem as suas oficinas de fundição e refinaria.