ações de sensibilização incluem tertúlias e encontros de reflexão para o combate a esta prática. a iniciativa surge na sequência de um projeto desenvolvido na amadora, junto da comunidade guineense
ações de sensibilização incluem tertúlias e encontros de reflexão para o combate a esta prática. a iniciativa surge na sequência de um projeto desenvolvido na amadora, junto da comunidade guineense a associação Musqueba lançou uma campanha de sensibilização contra a Mutilação Genital Feminina (MGF), que se vai prolongar até 06 de fevereiro, o dia consagrado pelas Nações Unidas para tolerância zero a esta prática. a ideia é dar espaço à comunidade para falar e debater um problema que afeta 200 milhões de mulheres e meninas em mais de 50 países, de origem (sobretudo africanos) e de acolhimento. a iniciativa, com o lema No Para Fanado di Mindjer | Paremos com a Mutilação Genital Feminina, procura sensibilizar as pessoas para a mutilação genital feminina, para o combate da prática e surge como complemento de um projeto desenvolvido na zona da Damaia (amadora), que consistiu na formação de 10 pessoas – cinco homens e cinco mulheres – para replicarem o combate à MGF na comunidade, explicou à agência Lusa a coordenadora da Musqueba – associação de Promoção e Valorização da Mulher Guineense. Segundo Diana Ferreira Lopes, a mentalidade está a mudar e cada vez mais homens se sentem parte importante e integrante para mudar a face da mutilação genital feminina. Nesse sentido, a formação optou pelo ângulo dos direitos humanos das mulheres, no contexto da desigualdade de género, e não especificamente da MGF. Estima-se que metade das mulheres guineenses são sujeitas à excisão e que em Portugal vivam 6. 500 mulheres excisadas. Entre abril de 2014 e março de 2016, a plataforma que sinaliza esta prática contabilizou 136 vítimas, todas com mais de 15 anos e sujeitas à MGF fora de território nacional. Recorde-se que a mutilação genital é considerada crime público, quer em Portugal, quer na Guiné-Bissau.