Conferência Episcopal Venezuela emitiu um comunicado a manifestar a sua preocupação pela situação que se vive nos estabelecimentos prisionais do país e a exigir que os direitos fundamentais dos reclusos sejam garantidos
Conferência Episcopal Venezuela emitiu um comunicado a manifestar a sua preocupação pela situação que se vive nos estabelecimentos prisionais do país e a exigir que os direitos fundamentais dos reclusos sejam garantidosOs bispos da Venezuela estão preocupados com as alegadas violações dos direitos dos reclusos e tomaram uma posição pública recentemente, exigindo ao governo que assegure o cumprimento das regras estabelecidas na Constituição e no Código Penal, por forma a garantir a integridade física e a dignidade dos detidos e suas famílias. Exortamos o governo, por meio dos seus órgãos competentes, a respeitar e fazer respeitar os direitos e garantias de que gozam os detidos e as suas famílias. E pedimos aos funcionários que procurem a verdade e o senso de equidade no seu trabalho, refere o comunicado, assinado por Roberto Luckert, presidente da Conferência Episcopal Venezuelana e da Comissão Justiça e Paz. No documento divulgado pela agência Fides, os prelados, enumeram, entre outras carências, a sobrelotação das prisões, a falta de estruturas médicas, o uso excessivo da força pelas autoridades, o atraso nos processos judiciais, a existência de grupos com autorização para cometerem atividades delituosas dentro das cadeias, e o tratamento desumano e degradante a que são sujeitos os familiares dos presos.