Um ano após a assinatura do acordo comunitário para a relocalização de emergência dos refugiados na União Europeia, milhares de pessoas continuam a viver em condições miseráveis na Grécia, denuncia a amnistia Internacional
Um ano após a assinatura do acordo comunitário para a relocalização de emergência dos refugiados na União Europeia, milhares de pessoas continuam a viver em condições miseráveis na Grécia, denuncia a amnistia Internacional Os governos europeus têm de cumprir as promessas que fizeram e providenciar a proteção, a esperança e a dignidade que os requerentes de asilo merecem, alertou esta semana Monica Costa, responsável pelo setor das migrações na amnistia Internacional (aI), durante a apresentação do mais recente balanço à situação dos refugiados no espaço europeu. O documento apresenta casos concretos, provas e dados sobre a forma como a falta de vontade política dos governos da Europa está a condenar pessoas extremamente vulneráveis a uma insegurança incapacitante e horríveis dificuldades, sobretudo as que continuam a viver em condições pavorosas, na Grécia. ao ritmo atual vão ser precisos 16 anos para concretizar os compromissos de relocalização assumidos há um ano. É vergonhoso que a Europa não consiga pôr a política de lado e resolver esta crise através da justa partilha de responsabilidades por um número relativamente pequeno de refugiados, criticou a ativista. Segundo Monica Costa, até agora, apenas foram cumpridos seis por cento dos compromissos de relocalização assumidos pelos países europeus em acolherem nos seus territórios requerentes de asilo que se encontram na Grécia, o que pressupõe, que para atingirem os objetivos acordados, os Estados-membros têm de aumentar o número de vagas de relocalização, acelerar o processo, emitir vistos humanitários, e criar procedimentos céleres e acessíveis de reunificação familiar.