Milhares de refugiados da região dos Grandes Lagos já começaram a regressar a casa, mas sem o apoio adequado podem reiniciar conflitos e juntar-se aos milhões de deslocados no seu próprio país.
Milhares de refugiados da região dos Grandes Lagos já começaram a regressar a casa, mas sem o apoio adequado podem reiniciar conflitos e juntar-se aos milhões de deslocados no seu próprio país. “O futuro são as Pessoas Internamente Deslocadas (PID)”, disse Dennis McNamara, director do departamento das Nações Unidas (ONU) que se preocupa com as pessoas deslocadas dentro do seu próprio país. Esta é uma realidade brutal na região dos Grandes Lagos, que inclui 11 países: angola, Burundi, República Centro-africana, Congo-Brazzaville, República Democrática do Congo (RDC), Quénia, Ruanda, Sudão, Tanzânia, Uganda e Zâmbia Segundo McNamara , actualmente há três milhões de refugiados em África, mas mais de 11 milhões de PID só na RDC, no Sudão e no Uganda.
Estima-se que 100 mil refugiados tenham regressado ao Burundi, e os primeiros 155 mil congoleses começaram a regressar às suas casas, mas não estão a ter o apoio à reintegração de que precisam. No Burundi, República Centro-africana e RDC os serviços sociais básicos não existem, persiste a insegurança associada à criminalidade, reduzindo a capacidade do estado para reabsorver os refugiados que regressam.
as PID enfrentam os mesmo problemas que os refugiados quando tentam regressar às suas comunidades, disse Mcnamara. Uns três milhões de PID regressaram a casa em angola, no Burundi, na Libéria e no sul do Sudão durante este ano. “Um dos problemas que enfrentam é a terra”, disse McNamara. “Durante a guerra civil no Burundi, as pessoas ocuparam a terra dos que escaparam. agora eles estão a regressar, mas se tentam reaver a sua propriedade podem recomeçar os conflitos”.
Na opinião do funcionário da ONU, os estados deve actuar. “Os governos precisam de registar a propriedade e encontrar maneiras de resolver, de modo rápido e efectivo, as disputas”. a comunidade internacional deveria dar apoio financeiro e pressionar os governos para que assumam as suas responsabilidades.

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