População nativa do extremo norte do país recorreu ao bispo de Oran para tentar que as suas necessidades urgentes sejam atendidas. «Não temos outro modo de nos fazer ouvir», lamentam os representantes das comunidades
População nativa do extremo norte do país recorreu ao bispo de Oran para tentar que as suas necessidades urgentes sejam atendidas. «Não temos outro modo de nos fazer ouvir», lamentam os representantes das comunidades as comunidades nativas chanes e wichis, que habitam na argentina, junto das fronteiras com a Bolívia e o Paraguai, lançaram esta semana um apelo ao bispo de Oran, Gustavo Óscar Zanchetta, para que as ajudasse a reclamar apoio urgente às autoridades nacionais e provinciais, relata a agência Fides. No pedido, os líderes aborígenes manifestam-se cansados de promessas e reuniões, que resultam em nada. Quando um fato trágico foi publicado na imprensa, como a morte dos dois irmãozinhos wichis por causa da desnutrição, os ministros responsáveis pelos assuntos Indígenas e pela Infância começaram a convocar encontros realizados em Tartagal. Mas já estamos cansados, porque é sempre a mesma coisa: convidam-nos para um encontro, fala-se, mas as soluções nunca chegam, declarou um dos líderes. Miguel angel Humberto, da comunidade Iquira, vai mais longe: Há muitas crianças aborígenes que morrem, não somente aqueles dois irmãos que saíram na imprensa. Se alguém vier visitar as comunidades, vai perceber que mais da metade das crianças está abaixo do peso, porque o que falta na comunidade é comida. Eis porque no nosso pedido ao governo provincial está também a abertura de refeitórios, porque os “subsídios sociais” não são suficientes para a alimentação diária. Perante este cenário, os líderes comunitários decidiram pedir a colaboração do bispo, não só para que os ajudasse a encontrar uma solução para o problema, mas sobretudo para que a sua voz pudesse ser ouvida pelas instâncias nacionais, e quem sabe, pela comunidade internacional.