Papa Francisco pediu aos bispos dos chamados «territórios de missão» que prestem atenção permanente aos “seus”sacerdotes, acompanhado-os sempre no percurso formativo, mesmo depois da ordenação
Papa Francisco pediu aos bispos dos chamados «territórios de missão» que prestem atenção permanente aos “seus”sacerdotes, acompanhado-os sempre no percurso formativo, mesmo depois da ordenação as igrejas jovens das quais vocês são pastores são caracterizadas pela presença de um clero local às vezes numeroso, outras vezes reduzido ou até mesmo escasso. De qualquer forma, convido-os a prestar atenção à preparação dos presbíteros nos anos de seminário, sem deixar de acompanhá-los na sua formação permanente depois da ordenação, afirmou o Papa Francisco, esta sexta-feira, 9 de setembro, no Vaticano, perante os bispos dos territórios de missão que participam num seminário promovido pela Congregação para a Evangelização dos Povos. Segundo o Pontífice, os bispos devem estar presentes nos principais momentos formativos dos seus sacerdotes, tendo sempre em linha de conta a dimensão pessoal. Não se esqueçam que o próximo mais próximo do bispo é o presbítero. E cada sacerdote deve sentir a proximidade do seu bispo. Quando um bispo houve uma chamada telefónica ou recebe uma carta do presbítero, deve responder de imediato, no mesmo dia, se possível, sublinhou Francisco. Tendo em conta os países de origem dos prelados – principalmente da Ásia, África e Oceania – o Papa lembrou o privilégio e ao mesmo tempo a responsabilidade que cada um tem por estar na primeira linha da evangelização. À imagem do Bom Pastor, são convidados a cuidar do rebanho e a ir buscar as ovelhas, especialmente as que estão longe ou se perderam; a procurar novas modalidade para o anúncio; a ajudar os crentes não praticantes a voltarem a descobrir a alegria da fé. Na obra missionária – prosseguiu Francisco – podem contar com diferentes colaboradores. Muitos fiéis leigos, mergulhados num mundo marcado por contradições e injustiças, estão dispostos a procurar o Senhor e a oferecer o seu testemunho. Cabe ao bispo animar, acompanhar e estimular todas as tentativas e esforços que se fazem para manter viva a esperança e a fé. No seu discurso, o Pontífice reiterou ainda o pedido para que os bispos se mantenham atentos e evitem que o que está a ser feito para a evangelização seja estragado pelas divisões. as divisões são a arma que o diabo tem mais à mão para destruir a Igreja a partir de dentro. a outra é o dinheiro, alertou.