Dois terços das pessoas em todo o mundo que sofrem de solidão, isolamento e marginalização por não saberem ler nem escrever são do sexo feminino, alerta a organização Mãos Unidas
Dois terços das pessoas em todo o mundo que sofrem de solidão, isolamento e marginalização por não saberem ler nem escrever são do sexo feminino, alerta a organização Mãos Unidas Mais de 750 milhões de pessoas estão condenadas à exclusão e à pobreza, por serem analfabetas e carecerem dos conhecimentos básicos que lhes permitam compreender a evolução do mundo que as rodeia e reclamar os seus direitos. Dois terços são mulheres, segundo a organização não governamental Mãos Unidas. Em antecipação ao Dia Internacional da alfabetização, que se assinala a 8 de setembro, os responsáveis da organização reclamam a igualdade de oportunidades para as mulheres no acesso à educação e realçam que as pessoas com idades entre os 25 e os 64 anos, normalmente a força laboral de um país, são as que apresentam as taxas mais altas de analfabetismo. Esta falta de conhecimentos essenciais só faz crescer o grau de vulnerabilidade em todos os campos: saúde, exploração laboral e violação de direitos humanos. além do mais, a probabilidade de não encontrarem trabalho ou serem enganadas com os salários é muito mais alta. a possibilidade de ler ou de compreender os documentos escritos está diretamente relacionada com a erradicação da pobreza e com o desenvolvimento dos povos e das sociedades, sublinha Fidele Podga, coordenador do departamento de Estudos e Documentação da Mãos Unidas.