Se não forem realizadas mudanças no sistema global de ensino, o mundo pode enfrentar um atraso de 50 anos no cumprimento das metas estabelecidas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030
Se não forem realizadas mudanças no sistema global de ensino, o mundo pode enfrentar um atraso de 50 anos no cumprimento das metas estabelecidas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030 as reformas no ensino a nível mundial continuam a fazer-se a um ritmo mais lento do que o desejável. Se a tendência atual se mantiver, a educação primária universal só será alcançada em 2042, o ensino fundamental em 2059 e o ensino médio em 2084, o que significa um atraso de mais de 50 anos em relação às metas estabelecidas na agenda 2030. a conclusão é da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), com base no novo relatório de monitorização global da educação, divulgado esta terça-feira, 6 de setembro. No documento, fica claro o alerta para a necessidade de uma transformação drástica que permita ultrapassar os desafios enfrentados pela humanidade e pelo planeta. Os sistemas de educação precisam de garantir qualificações e conhecimentos vitais às pessoas, dando apoio durante o processo de transição para uma indústria verde e soluções para os problemas ambientais. No que se refere ao ensino superior, se não houver mudanças efetivas e urgentes, em 2020 o mundo terá menos 40 milhões de licenciados para atender à procura dos mercados. Segundo a agência da ONU, caso o mundo alcançasse a educação universal no ensino médio nos países de baixos rendimentos até 2030, seria possível tirar 60 milhões de pessoas da pobreza até 2050. Nesse sentido, é pedido aos governos que levem a sério o combate às desigualdades no setor da educação.