a divulgação do trabalho da Pastoral Penitenciária em Portugal está a fazer crescer o número de interessados em colaborar com os capelães dos estabelecimentos prisionais, no apoio social e espiritual aos reclusos
a divulgação do trabalho da Pastoral Penitenciária em Portugal está a fazer crescer o número de interessados em colaborar com os capelães dos estabelecimentos prisionais, no apoio social e espiritual aos reclusos O trabalho desenvolvido pelos membros da Pastoral Penitenciária nas cadeias portuguesas está a despertar a atenção a cada vez mais voluntários, que se têm oferecido para colaborar no apoio social e espiritual dos reclusos, revelou esta segunda-feira, 5 de setembro, o padre João GonçAlves, no âmbito da I Peregrinação Nacional do movimento ao Santuário de Fátima. Segundo o coordenador nacional da Pastoral Penitenciária, o número de voluntários nas prisões tem aumentado significativamente, e embora não existam dados concretos sobre a quantidade de pessoas que disponibilizam o seu tempo para ajudar os detidos, há atualmente mais de 500 visitadores ligados à pastoral carcerária da Igreja Católica. apesar desta manifestação de solidariedade, o padre João GonçAlves considera que há ainda muito a fazer para mudar a mentalidade da sociedade em geral e das comunidades católicas em particular, no que respeita ao acolhimento e integração social e laboral dos ex-reclusos. Que tenhamos todos a capacidade de agir e dar respostas concretas, de nos pormos a caminho, de visitarmos os presos, de estarmos próximos deles e testemunharmos a misericórdia de Deus, disse por sua vez o bispo auxiliar de Lisboa, Joaquim Mendes, alertando para a necessidade de haver cada mais proximidade com os detidos, que estão privados da sua liberdade mas não da sua dignidade. Nesta primeira peregrinação nacional da Pastoral Penitenciária participaram vários reclusos e ex-reclusos, familiares de presos, os capelães prisionais e diversos elementos ligados ao sistema prisional.