as «torturas e mortes» nas prisões da Síria levam a amnistia a pedir a intervenção da comunidade internacional para pôr um fim aos «abusos» comparáveis a «crimes contra a humanidade»
as «torturas e mortes» nas prisões da Síria levam a amnistia a pedir a intervenção da comunidade internacional para pôr um fim aos «abusos» comparáveis a «crimes contra a humanidade» a amnistia Internacional (aI) denuncia esta quinta-feira, 18 de agosto, as torturas, condições desumanas e mortes que acontecem continuamente nas prisões da Síria. a organização pede à comunidade internacional, especificamente à Rússia e aos Estados Unidos – coordenadores das negociações de paz sobre a Síria -, que façam deste um assunto prioritário nas conversações com as autoridades sírias e grupos armados, para pôr um fim àquela prática. No relatório It breaks the human: Torture, disease and death in Syria”s prisons, a organização de defesa dos direitos humanos estima que 17. 723 pessoas tenham morrido sob custódia na Síria desde o início da crise, em março de 2011, mais de 300 mortes todos os meses. O catálogo de histórias de terror descreve com detalhes chocantes os terríveis abusos sofridos pelos detidos, de forma rotineira, desde o momento da sua detenção, nos interrogatórios e quando estão detidos nas instalações dos serviços secretos sírios, explica Philip Luther, diretor do programa da aI para o Médio Oriente e Norte de África. De acordo com o responsável, na Síria, a tortura faz parte de um ataque sistemático dirigido contra qualquer suspeito de se opor ao governo, entre a população civil, e equivale a crimes contra a humanidade.