Ingestão deficiente de micronutrientes é um problema à escala mundial que podia ser minimizado com o aumento do consumo de arroz, sobretudo na américa Latina e nas Caraíbas
Ingestão deficiente de micronutrientes é um problema à escala mundial que podia ser minimizado com o aumento do consumo de arroz, sobretudo na américa Latina e nas CaraíbasO diretor regional do Programa alimentar Mundial (PaM) na américa Latina e Caraíbas, Miguel Barreto, apelou esta semana ao reforço do consumo de arroz como uma forma de combater a ingestão deficiente de micronutrientes (conhecida como fome oculta) e ajudar os países a alcançarem a meta de fome zero até 2030, tal como está estipulado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Muitas vezes as pessoas comem o que lhes parece suficiente em quantidade, mas não estão a comer bem se nos fixarmos na qualidade dos alimentos que consomem. Por isso, paradoxalmente, os nossos países enfrentam hoje um duplo desafio: obesidade e excesso de peso, que podem coexistir com a deficiência de micronutrientes, disse o responsável. Na américa Latina e Caraíbas, a anemia por falta de ferro afeta 22,3 milhões de crianças em idade pré-escolar e 33 milhões de mulheres em idade fértil. as deficiências de zinco, iodo e vitamina B12 também aflige grande parte da população, estimando-se que 51 milhões de pessoas nesta região tenham uma ingestão de zinco inadequada. Perante este cenário, Barreto defende que o fortalecimento do uso do arroz se apresenta como a estratégia mais efetiva e de baixo custo para reduzir as deficiências de micronutrientes de grandes segmentos da população.