Governo colombiano e representantes das Forças armadas Revolucionárias da Colômbia concordaram em pedir ajuda o líder da Igreja Católica e ao secretário-geral das Nações Unidas, para a constituição de um tribunal especial
Governo colombiano e representantes das Forças armadas Revolucionárias da Colômbia concordaram em pedir ajuda o líder da Igreja Católica e ao secretário-geral das Nações Unidas, para a constituição de um tribunal especial O Papa Francisco e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, foram convidados esta sexta-feira, 12 de agosto, a participar na constituição do tribunal que irá julgar os delitos cometidos durante o conflito armado, após a assinatura do acordo de paz que está prestes a concretizar-se em Cuba. O convite partiu de uma iniciativa conjunta do governo colombiano e das Forças armadas Revolucionárias da Colômbia (FaRC), que decidiram também entregar ao Supremo Tribunal de Justiça e a dois organismos jurídicos do país a responsabilidade de nomear os magistrados da chamada Jurisdição Especial para a Paz. No acordo agora anunciado, está estabelecido que o tribunal especial para a paz será composto por 20 magistrados colombianos e quatro estrangeiros. O pacto final que as duas partes se preparam para formalizar põe fim a um conflito de meio século, que provocou 260 mil mortos e milhões de deslocados.