Medida foi aprovada pelo Parlamento Pan-africano, depois dos 250 deputados terem assinado um plano de ação delineado pelo Fundo das Nações Unidas para a População
Medida foi aprovada pelo Parlamento Pan-africano, depois dos 250 deputados terem assinado um plano de ação delineado pelo Fundo das Nações Unidas para a Populaçãoas práticas da mutilação genital feminina foram proibidas nos Estados-membros da União africana (Ua), no âmbito de uma lei aprovada pelo Parlamento Pan-africano. O documento legislativo surge após ter sido ratificado pelos deputados um plano de intervenção nesta área, elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPa, na sigla em inglês). Dados da ONU estimam que cerca de 200 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo – das quais 44 milhões têm menos de 15 anos – sofreram mutilação genital feminina. Em África, esta prática é comum em pelo menos 26 países, com destaque para a Somália, onde a percentagem de afetadas ronda os 98 por cento. Para abolir de vez o problema, Roger Dang, presidente do órgão legislativo da Ua, pede aos homens africanos que deem um passo em frente na luta contra a mutilação genital, pois, na sua opinião, a responsabilidade é dupla na hora de defender as mulheres contra esta flagrante violação de direitos humanos. Em fevereiro, a ablação feminina foi abordada nas Nações Unidas como uma prioridade entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definindo-se o ano de 2030 como meta para a erradicação desta prática. Mas se a atual tendência se mantiver, calcula-se que nessa data mais 15 milhões de meninas tenham sofrido algum tipo de mutilação genital.