Maioria dos condenados pertencia a uma comunidade curda sunita, um grupo minoritário no país. Nações Unidas levantam dúvidas sobre se os direitos dos arguidos foram respeitados
Maioria dos condenados pertencia a uma comunidade curda sunita, um grupo minoritário no país. Nações Unidas levantam dúvidas sobre se os direitos dos arguidos foram respeitadosO alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid al Hussein, emitiu uma nota esta sexta-feira, 5 de agosto, a lamentar a execução de duas dezenas de pessoas no Irão, no espaço de uma semana, por alegados crimes relacionados com o terrorismo. Grande parte dos executados pertenciam à comunidade curda sunita, um dos grupos minoritários no país. No documento, Zeid afirma que existem sérias dúvidas sobre a transparência do julgamento e se houve respeito pelos direitos dos arguidos, já que num dos casos um homem terá sido espancado e coagido a assinar uma folha em branco, que se presume ter sido usada para forjar uma confissão de culpa falsa. Zeid al Hussein condenou ainda a execução de um jovem de 19 anos, em 2015, preso quando tinha 17 e condenado por violação. O alto comissário considera repugnante a execução de menores infratores e exorta o governo do Irão a respeitar a proibição prevista no direito internacional deste tipo de prática.