Combates no leste do país revelam que nem as forças governamentais nem os grupos armados estão a respeitar o cessar-fogo. ONU pede mais proteção e respeito pelos civis
Combates no leste do país revelam que nem as forças governamentais nem os grupos armados estão a respeitar o cessar-fogo. ONU pede mais proteção e respeito pelos civis O mês de julho foi o mais violento no conflito da Ucrânia, desde agosto do ano passado, segundo informações do alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que registou a morte de oito pessoas e 65 feridos, nos combates ocorridos na região leste do país. Segundo a agência da ONU, o número de mortos e feridos verificado nas últimas semanas revela que nem as forças governamentais nem os grupos armados estão a tomar as precauções necessárias para proteção dos civis. Grande parte dos incidentes foi causada por bombardeamentos, minas antipessoais e explosivos. Em comunicado, o alto comissário para os Direitos Humanos, Zeid al Hussein, lembra que o preço das violações de cessar-fogo é mais alto para mulheres, homens e crianças, e denuncia a existência de ataques a hospitais e escolas, saques, danos em estações elétricas e de fornecimento de água. Para fugirem ao conflito, cerca de 30 mil pessoas atravessam todos os dias os cinco postos de controlo, ficando expostas ao perigo dos campos de minas, que estão mal sinalizados. Desde meados de abril de 2014 a 31 de julho de 2016 foram documentados 31. 690 incidentes, de que resultaram 9. 553 mortes e 22. 137 feridos.