Perante a proximidade das eleições na Somália, o Fundo das Nações Unidas para a Infância desafia o próximo governo a promover uma lei que proíba a mutilação genital das mulheres no país
Perante a proximidade das eleições na Somália, o Fundo das Nações Unidas para a Infância desafia o próximo governo a promover uma lei que proíba a mutilação genital das mulheres no país O representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Jeremy Hopkins, pediu esta semana ao próximo governo da Somália que erradique por completo a mutilação genital feminina, num dos países onde mais ocorre esta prática forçada. apesar de já existir um projeto de lei em análise no Parlamento somali, só depois das próximas eleições, marcadas para agosto, poderá ser levado a votação. ainda assim, Hopkins teme que grande parte da população tente estabelecer um ritual mais moderado, mesmo que a lei caminhe no sentido da eliminação total. a sociedade da Somália entende por mutilação moderada a eliminação parcial do clitóris e a realização de pequenos cortes na zona genital, prática que a UNICEF rejeita e critica. além disso, algumas famílias recorrem a clínicas profissionais, o que poderá legitimar tal prática. Segundo dados da ONU, 98 por cento das meninas e mulheres na Somália foram submetidas à ablação, a maior taxa do mundo. Mas na região semi-autónoma de Puntlandia, no norte do país, foi aberto um precedente importante na luta contra a mutilação genital feminina, em 2013, quando os líderes religiosos emitiram uma ordem islâmica para pôr fim à prática.