Vários atletas refugiados, originários de países em conflito, vão disputar os Jogos olímpicos no Rio de Janeiro, Brasil, com as cores do Comité olímpico Internacional
Vários atletas refugiados, originários de países em conflito, vão disputar os Jogos olímpicos no Rio de Janeiro, Brasil, com as cores do Comité olímpico Internacional Natação, judo e atletismo. Estas são as modalidades que irão ser disputadas pelos 10 atletas que integram a equipa olímpica de atletas refugiados, constituída pela primeira vez pelo Comité Olímpico Internacional (COI) para participar nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, que decorrem no Brasil, entre 5 e 21 de agosto. a participação dos refugiados nos Jogos Olímpicos é um sinal de esperança para todos os refugiados do mundo. Eles não tinham um país para defender nem uma bandeira para competir. agora têm. Nós também lhes oferecemos uma casa, a vila olímpica. a equipa fará o mundo ficar mais consciente da causa do refúgio, mostrando que todos podem contribuir para a sociedade, afirmou o presidente do COI, Thomas Bach, na cerimónia pública de apresentação do grupo. Para os atletas, esta será uma oportunidade para alcançarem os seus sonhos e objetivos. Sentimos que somos parte do mundo, como seres humanos. Este é o começo de nossas vidas, que serão mudadas para sempre, afirmou o refugiado sul-sudanês Yiech Pur Biel, 21 anos, que disputará as provas de atletismo na categoria 800 metros. Obrigado a todos os que nos apoiam e que nos deram a chance de perseguir nossos sonhos. Somos seres humanos, e não apenas refugiados. Somos como todas as pessoas no mundo, disse por sua vez a nadadora síria Yusra Mardini, de 18 anos. a equipa, composta por dois nadadores sírios, dois judocas congoleses, um maratonista etíope e cinco corredores sul-sudaneses, disputará os Jogos do Rio em nome do COI, defendendo a bandeira olímpica. Caso os atletas ganhem medalhas, a famosa bandeira com cinco argolas será erguida, ao som do hino olímpico.