Organizações ambientalistas portuguesas estão preocupadas com o futuro da natureza no país e lamentam a existência de «um litoral devassado por investimentos imobiliários»
Organizações ambientalistas portuguesas estão preocupadas com o futuro da natureza no país e lamentam a existência de «um litoral devassado por investimentos imobiliários»No Dia Nacional da Conservação da Natureza, comemorado esta quinta-feira, 28 de julho, duas associações ambientalistas portuguesas, a Zero e o Fapas, consideram que o futuro do meio ambiente é sombrio.
as organizações apresentam várias causas para esse cenário: um litoral devassado por investimentos imobiliários, com zonas húmidas pressionadas, rios poluídos e interrompidos por milhares de açudes e barragens, solos degradados por práticas agrícolas desastrosas, espaços florestais cada vez mais ocupados por monoculturas de eucaliptos e um meio marinho empobrecido pela pesca destrutiva e descontrolada.
Este panorama é, para as associações, culpa de uma administração que elabora planos e projetos que não estão interligados. Numa tentativa de contribuir para a resolução do problema, a Zero e o Fapas deixam algumas ideias para investir futuras verbas de Fundos Europeus Estruturais e de Investimento: restauro de ecossistemas costeiros, reabilitação de zonas húmidas, recuperação dos habitats florestais, regulação da pesca e fim da sobrepesca.
as associações ambientalistas portuguesas não deixam, no entanto, de enaltecer os bons projetos de proteção do meio ambiente, como é o caso do Parque Natural da arrábida.