O aumento dramático do uso de combustíveis fósseis, metais e outros materiais está a intensificar as alterações climáticas e a contribuir para a poluição da atmosfera, alerta a agência do ambiente da ONU
O aumento dramático do uso de combustíveis fósseis, metais e outros materiais está a intensificar as alterações climáticas e a contribuir para a poluição da atmosfera, alerta a agência do ambiente da ONUNos últimos 40 anos, a quantidade anual de materiais naturais extraídos da terra passou de 22 biliões de toneladas para 70 biliões de toneladas. Se o ritmo do extrativismo se mantiver, o planeta precisará de 180 biliões de toneladas de material natural por ano, o que faz perigar o equilíbrio ambiental, quer ao nível da poluição do ar, quer em relação às alterações climatéricas. Segundo o mais recente relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente (PNUMa), os países ricos chegam a consumir 10 vezes mais materiais do que as nações pobres. Em 2010, por exemplo, as nações da Europa e da américa do Norte consumiram até 25 toneladas de materiais naturais per capita, enquanto no Brasil e China o volume se fixou nas 13 toneladas. Esta tendência gera preocupações também pela possibilidade de novos conflitos, causados pela falta de recursos naturais. Para os autores do relatório, os atuais níveis de produção e de consumo são insustentáveis, e é preciso arranjar soluções, antes que os recursos se esgotem. Isto porque, se o fornecimento de habitação, comida, energia e água continuar no mesmo padrão de hoje, a acidificação vai aumentar, prejudicando a vida marinha, aumentando a erosão dos solos e piorando a poluição.