a ofensiva militar para expulsar os combatentes do Estado Islâmico da cidade iraquiana está a causar um novo êxodo da população. ONU teme ficar perante a pior crise humanitária do ano
a ofensiva militar para expulsar os combatentes do Estado Islâmico da cidade iraquiana está a causar um novo êxodo da população. ONU teme ficar perante a pior crise humanitária do ano Enquanto os militares do governo iraquiano e dos países aliados lutam no terreno para reconquistar a cidade de Mosul, controlada pelo movimento jihadista Estado Islâmico (EI), as organizações de ajuda humanitária preparam uma operação em grande escala, para tentar colmatar os efeitos dos confrontos na população. as estimativas apontam para 1,5 milhões de civis em dificuldades. Para Lise Grande, coordenadora humanitária das Nações Unidas no Iraque, esta poderá ser a pior situação humanitária deste ano, caso não sejam disponibilizados urgentemente os 257 milhões de euros necessários para socorrer os civis. Centenas de milhares de pessoas estão a abandonar as suas casas por causa dos combates e, nos próximos meses, mais de 2,5 milhões de pessoas podem ficar desalojadas no corredor entre anbar e Mosul. No início do ano, foi feito um apelo de 782 milhões de euros para prestar auxílio a 7,3 milhões de iraquianos. Mas os doadores apenas entregaram 40 por cento deste valor, o que fez com que 99 projetos vitais de assistência tivessem que ser cancelados por falta de financiamento. Se entretanto não chegarem mais recursos às organizações humanitárias, centenas de outros programas terão que ser suspensos, alerta a responsável da ONU.