Se o ritmo atual se mantiver, a União Europeia vai precisar de mais de quatro décadas para concluir o processo de recolocação dos 160 mil refugiados a quem foi prometida uma solução antes do final de 2017, denuncia organização espanhola
Se o ritmo atual se mantiver, a União Europeia vai precisar de mais de quatro décadas para concluir o processo de recolocação dos 160 mil refugiados a quem foi prometida uma solução antes do final de 2017, denuncia organização espanhola a Comissão Espanhola de ajuda ao Refugiado (CEaR) denunciou esta quarta-feira, 20 de julho, que a União Europeia (UE) vai precisar de 43 anos para recolocar os 160 mil refugiados a quem prometeu dar uma solução definitiva até ao final de 2017, se continuar a fazer as recolocações ao ritmo que tem feito até agora. Segundo os responsáveis da organização, que criticam a passividade flagrante das autoridades, as 3. 105 recolocações já efetuadas, ficam muito longe dos compromissos assumidos em julho do ano passado e alargados em setembro do mesmo ano. É doloroso, e quase macabro, que só em 2016 tenham morrido cerca de 3. 000 pessoas no Mediterrâneo, quase o mesmo número de refugiados que a UE conseguiu recolocar desde setembro de 2015, lamentou a secretária geral da CEaR, Estrella Galán. Há um ano, a organização advertiu que as soluções encontradas pela UE eram insuficientes para uma realidade que acabou por ser superada quando no final de 2015 o número de migrantes chegados ao espaço europeu ultrapassava já o milhão. Hoje dizemos que a UE não foi capaz nem teve vontade de alterar as medidas, perante um drama humanitário que afeta milhões de pessoas, adiantou a dirigente, em declarações à Europa Press. Estrella Galán chama ainda a atenção para os recentes acontecimentos na Turquia – que está a recuperar de uma tentativa de golpe de Estado -, alegando que demonstram, uma vez mais, que o país não é seguro e não oferece o mínimo de garantias de acolhimento para os refugiados que são expulsos da Grécia.