Parábola do Bom Samaritano. «Em verdade vos digo, tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes», diz-nos Jesus na aclamação ao Evangelho deste domingo
Parábola do Bom Samaritano. «Em verdade vos digo, tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes», diz-nos Jesus na aclamação ao Evangelho deste domingoFoi dito e repetido muitas vezes através da história que o que queremos que os outros nos façam a nós devemos nós fazê-lo a eles. E para aperfeiçoar as leis antigas, diz-nos o Senhor Jesus que devemos mesmo amar os nossos inimigos e fazer bem aos que nos odeiam (Lucas 6,27). Todos sabemos por experiência que este não é um mandamento fácil, especialmente nos nossos dias. Vivemos em situações em que estamos circundados por pessoas que têm opiniões diferentes das nossas acerca da vida, e mesmo ao lado de gente que defende, pratica e ensina a injustiça, a perseguição, a imoralidade e tantas outras aberrações que bradam ao céu. Temos à nossa frente por vezes dirigentes que só pensam em si próprios, sanguessugas que chupam o sangue e os direitos daqueles a quem juraram fazer todo o bem.como perguntava o tal senhor do Evangelho deste domingo a Cristo: afinal, quem é o nosso próximo?Na parábola, Jesus diz-nos que o nosso próximo é toda a pessoa que como nós é um ser humano, especialmente aquele ou aquela que se encontra em dificuldades, com quem devemos partilhar mesmo os nossos bens. Mas tudo tem as suas regras. Mesmo na ajuda, especialmente a gente desconhecida, devemos usar a prudência para não cairmos em ratoeiras armadas por indivíduos que se comportam como a aranha que tudo faz para amordaçar a mosca tonta. Quantos casos de pessoas que “caridosamente” deram e se deram, e depois foram vomitadas desdenhosamente para uma vida de penúria e de traumas dificilmente curáveis. O melhor seria informarmo-nos, sempre que for possível, acerca da presumível necessidade de quem pede. Mas a regra de oiro de tudo isto, e que bastante desapareceu nos nossos dias, é esta: devemos amar, e ajudar, o próximo por amor de Deus. Cristo, Sabedoria de Deus dizia: fazer as coisas por minha causa e pelo Evangelho. Há uma grande diferença entre fazer as coisas por filantropia, e fazer as coisas por amor de Deus. O cristão faz o bem sem olhar a quem, mas porque todo o bem de Deus vem, e em nome d”Ele deve o bem ser feito. Regra de oiro, esta, que deixa sempre a consciência tranquila e em paz. Caridade, prudência e partilha conduzem ao Reino de Deus, já mesmo aqui na terra.