líderes entregaram cartas nas embaixadas de diversos países, incluindo Portugal, a pedir que seja suspensa a importação de produtos do agro-negócio, até que os fazendeiros mudem de comportamento
líderes entregaram cartas nas embaixadas de diversos países, incluindo Portugal, a pedir que seja suspensa a importação de produtos do agro-negócio, até que os fazendeiros mudem de comportamento Um comitiva composta por mais de 150 líderes indígenas entregou esta semana uma carta nas embaixadas de vários países, onde é denunciada uma série de ataques dos fazendeiros contra os direitos indígenas e solicitada a suspensão da importação de produtos do agro-negócio até se verificar uma mudança de comportamento dos produtores e das entidades que os representam. Viemos pedir que eles possam dialogar com o governo brasileiro e com as empresas dos seus países, para que as importações que eles fazem tenham condicionantes: que não sejam feitas dentro das áreas indígenas e que não sejam oriundas de situações de massacre dos povos povos indígenas, para que a gente possa garantir a vida das nossas comunidades, explicou Kâhu Pataxó, porta-voz do grupo. No documento, entregue nas embaixadas de Portugal, Rússia, Estados Unidos da américa, Países Baixos, Canadá, França e China, os indígenas recordam ainda o ataque recente em Caarapó, que resultou na morte de um líder, de 26 anos, e acusam dois deputados federais de incitarem ao ódio e ao uso da violência contra os povos indígenas.