Há já 18 anos que, a 1 de Dezembro, se comemora o Dia Mundial da Sida. apesar de pequenos sinais de esperança em alguns países, a nível mundial a epidemia continua a crescer.
Há já 18 anos que, a 1 de Dezembro, se comemora o Dia Mundial da Sida. apesar de pequenos sinais de esperança em alguns países, a nível mundial a epidemia continua a crescer. Segundo o director do organismo das Nações Unidas para a Sida (ONUSida), Peter Piot, o mundo enfrenta agora uma opção fundamental: “podemos continuar a aceitar que os esforços mundiais fracassarão na sua tentativa de manter a proporção entre o crescente número de infecções com o VIH (ví­rus de imunodeficiência humana) e de mortes relacionadas com a Sida, com cada vez mais mulheres afectadas; ou podemos reconhecer a excepcional ameaça que é a Sida e responder de um modo igualmente excepcional”.
Os últimos números mundiais da Sida dão sinais de esperança: as taxas de infecção diminuíram em alguns paí­ses; e as mudanças de comportamento, como o maior uso do preservativo, a primeira experiência sexual numa idade mais tardia e um menor número de parceiros sexuais, tiveram um papel decisivo neste resultado. Porém, a nível mundial, a epidemia continua a crescer. O número de pessoas que vivem com o VIH em 2005 alcançou o seu nível mais alto: segundo as estimativas há 40,3 milhões de pessoas infectadas, quase metade são mulheres.
Na cimeira mundial, realizada em Setembro, todos os estados membros das Nações Unidas (ONU) se comprometeram a desenvolver e colocar em prática um conjunto de medidas de prevenção, tratamento e atenção ao ví­rus, com a finalidade de atingir a meta, que é o acesso universal ao tratamento para todos os que necessitem até 2010. Segundo Peter Piot, os programas integrais de prevenção, tratamento e atenção eficazes devem ampliar-se, de modo que todos os que necessitem possam beneficiar destes.
Mas adverte que, os nossos esforços devem ser mais ambiciosos, “se queremos que as futuras gerações vivam sem Sida”. Devemos “fazer o impossível” para acelerar o ritmo de desenvolvimento das tecnologias de prevenção que possam ser controladas pelas mulheres, de novos tratamentos eficazes e de uma vacina contra o VIH. Também devemos enfrentar os factores mais profundos que estão a activar o ví­rus, incluindo as desigualdades económicas e sexuais.
Pode fazer-se muito mais. a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou em 2003 um ambicioso projecto “três até cinco”, isto é, estar a administrar drogas antiretrovirais a três milhões de doentes infectados com HIV nos países mais pobres, até ao final de 2005. O director do projecto, Kim Jim-yong, veio agora pedir desculpa pois apenas um milhão de pessoas está a ser tratado. Nas palavras de Kim Jim-yong: ” a única coisa que podemos fazer agora é pedir desculpa. Na minha opinião, temos de admitir que não fizemos o suficiente e que começámos demasiado tarde”.

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