No Quénia, com vantagem de mais de 1. 000. 000 de votos, os opositores da proposta de nova Constituição para o país venceram o referendo popular.
No Quénia, com vantagem de mais de 1. 000. 000 de votos, os opositores da proposta de nova Constituição para o país venceram o referendo popular. O Quénia viveu há dias um momento alto de democracia política. Há dois meses todos diziam que a nova Constituição para o país ia ser aprovada por grande maioria.
O presidente Mwai Kibaki como primeiro defensor da nova lei fundamental errou redondamente na sua estratégia. ao eliminar à última hora o artigo sobre os poderes executivos do primeiro ministro e ao insistir sobre questões de propriedade comum da terra ele jogou com os medos de grande parte da população. Jogou e perdeu. Perdeu especialmente porque a coligação governamental que o apoiava se desintegrou passando muitos dos seus aliados ministros a acérrimos opositores do documento.
O país está hoje numa grande encruzilhada política. O governo foi dissolvido e o parlamento suspenso até novas ordens, e queira Deus que não se entre num período de instabilidade tal que leve a grandes desgovernos.
Os vencedores do referendo comportam-se como se tivessem vencido uma eleição e exigem agora ser os únicos porta-vozes da vontade popular em matéria de governação. Estamos num impasse que esperamos possa ser superado com a prudência e a boa vontade política de todos. O presidente certamente não pode agir como foi hábito dos seus predecessores durante os últimos 42 anos, como se a vontade expressa do povo em nada tocasse os seus poderes semi-imperiais.

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