Viver a Eucaristia é entrar na escola de Jesus e aprender a ter um coração aberto, donde jorre bondade, ternura, misericórdia e compaixão, tal como o dele, capaz de acolher e compreender. Um coração missionário, onde caiba a humanidade inteira
Viver a Eucaristia é entrar na escola de Jesus e aprender a ter um coração aberto, donde jorre bondade, ternura, misericórdia e compaixão, tal como o dele, capaz de acolher e compreender. Um coração missionário, onde caiba a humanidade inteiraO Santuário de Fátima acolhe, de 10 a 12 de junho, o IV Congresso Eucarístico Nacional, que terá como tema Viver a Eucaristia, fonte de Misericórdia. Será um momento privilegiado para aprofundar a riqueza deste ano jubilar, na sua relação com a Eucaristia e a Mensagem de Fátima. Viver a Eucaristia é entrar na escola de Jesus e aprender a ter um coração aberto, donde jorre bondade, ternura, misericórdia e compaixão, tal como o dele, capaz de acolher e compreender. Um coração missionário, onde caiba a humanidade inteira. Perguntaram um dia a um bispo: Quantos são os que vão à missa na sua diocese? Respondeu: Não me interessa saber quantos vão à missa, mas como saem aqueles que lá vão. De facto, a missa deveria ser uma verdadeira escola de solidariedade e de misericórdia. ainda há bem pouco tempo, o Papa Francisco exortava a aprender que a Eucaristia não é um prémio para os bons, mas é força para os fracos, para os pecadores. Dizia mais: É o perdão, é o viático que nos ajuda a caminhar e nos leva à solidariedade com os demais. Todos aqueles que são alimentados e nutridos pelo Corpo e Sangue de Cristo não podem ser indiferentes com os irmãos e irmãs que sofrem a fome, não só física, mas também de amor, de imortalidade, de afeto, atenção, perdão, misericórdia. Da fonte perene da Eucaristia brota toda a força e eficácia da ação missionária da Igreja. Dai-lhes vós de comer, disse Jesus aos seus apóstolos. Ser cristão hoje é ser pão de quem tem fome. Dizia Pedro Casaldáliga, bispo emérito em Mato Grosso (Brasil), envolvido na defesa dos povos indígenas ameaçados pela violência dos latifundiários, que a Eucaristia é ceia, jantar, comida, mesa, família, partilha fraterna, economia repartida, comensalidade, comunhão que se estabelece por Cristo e com Cristo, o qual nos possibilita uma comunhão com o Pai e com os irmãos e irmãs. Isto é, a Eucaristia exige que a vida da sociedade humana seja diferente, que se supere o egoísmo e que haja comunhão entre as pessoas. Perguntava ele: É possível comungar o corpo de Cristo, beber o seu sangue e depois ficar cuspindo no sangue dos irmãos? São Paulo diria, escandalizado, aos coríntios: Isso não é celebrar a ceia do Senhor. Não anda longe deste pensamento um doutor da Igreja, São João Crisóstomo que, no século IV, teve a coragem de dizer: De que serviria adornar a mesa de Cristo com vasos de ouro, se Ele morre de fome na pessoa dos pobres? Primeiro dá de comer a quem tem fome, e depois ornamenta a sua mesa com o que sobra. Queres oferecer-lhe um cálice de ouro e não és capaz de lhe dar um copo de água? São provocações para quem se abeira da Eucaristia e quer fazer dela uma fonte de misericórdia.