Centenas de pessoas aguardavam pacientemente para chegar ao tocheiro do Santuário de Fátima e efetuar o pagamento de promessas ou pedidos de graças. O ano passado foram queimadas 29 toneladas de cera
Centenas de pessoas aguardavam pacientemente para chegar ao tocheiro do Santuário de Fátima e efetuar o pagamento de promessas ou pedidos de graças. O ano passado foram queimadas 29 toneladas de ceraUma fila com mais de 100 metros serpenteava na tarde desta sexta-feira, 12 de maio, entre a zona de comercialização de velas e o tocheiro do Santuário de Fátima, para onde os peregrinos se dirigem com a intenção de pagarem as suas promessas ou pedirem a intercessão da Virgem Maria.
Na peregrinação de maio do ano passado, nos dois dias de celebrações, foram queimadas 29 toneladas de cera, mas este valor já chegou às 32 toneladas. a zona do tocheiro foi reformulada em 2005, com a instalação de um sistema automático de recolha de cera derretida, que garante mais segurança e menos poluição, segundo os serviços do santuário.
O líquido é encaminhado para nove pequenas calhas e desagua numa caleira, aquecida com água, para evitar a solidificação. Daí é conduzido para dois depósitos, também aquecidos, com capacidade para um total de 14 toneladas. Periodicamente, o conteúdo dos reservatórios é retirado e levado para uma empresa de reciclagem.
a oferta de velas e outros objetos em cera não é um exclusivo da Cova da Iria mas revela um cunho muito típico da religiosidade popular portuguesa. É neste contexto que muitos peregrinos oferecem artigos relacionados com algum problema que os afeta, sendo comuns as imitações em cera de órgãos do corpo humano, seios, corações, cabeças, pernas, pés e mãos.