O enviado das Nações Unidas para a tortura chegou à China a 21 de Novembro, ao mesmo tempo que Pequim tenta lidar com uma série de casos de pessoas condenadas injustamente.
O enviado das Nações Unidas para a tortura chegou à China a 21 de Novembro, ao mesmo tempo que Pequim tenta lidar com uma série de casos de pessoas condenadas injustamente. Manfred Nowak, investigador especial de casos de tortura das Nações Unidas, vai ficar na China umas duas semanas, visitando Pequim, o Tibet e a região de Xinjiang, de maioria muçulmana. Também tem agendadas algumas visitas a centros de detenção.
O governo chinês afirma não apoiar a tortura ou as confissões forçadas, e pediu aos tribunais para pensar duas vezes antes de aplicar a pena de morte, principalmente quando a sentença se baseia em confissões conseguidas pela força enquanto os suspeitos se encontravam detidos. Este verão, o parlamento chinês aprovou uma lei que pune os polícias que torturem os detidos durante os interrogatórios ou cometam outras ofensas contra os detidos. Mas, os grupos dos direitos humanos criticam os tribunais chineses pelos seus veredictos arbitrários, insistindo que Pequim tem que assumir seriamente os seus compromissos para acabar com a tortura.
a China tem a maior população prisional do mundo, e um sistema legal que, segundo o departamento de estado norte americano, maltrata os prisioneiros e não segue os processos adequados no uso da pena de morte. Dada a prevalência da tortura em toda a nação, penso que qualquer pessoa em contacto com o sistema de justiça criminal pode estar em risco, além disso, temos documentado o uso de formas muito graves de tortura em Xinjiang, disse Mark allison, da amnistia Internacional.
Queremos que a China dê ouvidos às recomendações que são feitas, não é suficiente convidar os mecanismos das Nações Unidas para uma visita, acrescentou allison.

a China é signatária da aliança Internacional para os Direitos Civis e Políticos, desde 1998, mas ainda tem que se juntar aos mais de 150 países que a ratificaram.

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